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2.5.13

#3 FashionPassion

©Essence / Kwaku Alston


O universo da moda rendeu-se ao estilo singular de uma das artistas mais brilhantes da actualidade. Janelle Monáe, 27 anos, cantora e compositora, "tomou a decisão de ser única" e de facto, não só o é, como com apenas cinco anos de carreira, tornou-se num verdadeiro ícone de moda. 

Os motivos são vários. Para além da particularidade de se apresentar em público sempre vestida com as cores preto e branco é impossível ficar indiferente aos seus penteados volumosos e estruturados. Janelle sobressai também por ser das poucas cantoras da sua geração e género que não se apresenta com a imagem “super sexy” quase generalizada actualmente. A mesma diz na entrevista dada à Essence querer "redefinir o que significa ser sexy e o que significa ser uma mulher. Mostrar a minha pele não é o que me faz sexy. Gosto de saias e vestidos como toda a gente, mas eu tinha uma mensagem que eu precisava colocar lá fora. Foi uma decisão mostrar às pessoas e raparigas que há outro caminho". 

Não é por isso surpresa que em 2012 tenha sido nomeada para ser imagem da Cover Girl, ou vê-la em Fevereiro na capa da edição da Elle Canadá, e por último, numa estrutura futurista do arquitecto Frank LLoyd Wright em Malibu para a edição de Maio da revista Essence, fotografada por Kwaku Alston - fotógrafo de celebridades como Oprah Winfrey e Brad Pitt. 

Bravo!


29.4.13

Música é: AOR!

©Ed Motta
Sem fazer referência a um género ou País específicos, este músico afirma que a música mundial encontra-se num "cenário super medíocre" e que "a ruindade musical é mundial".

Chama-se Ed Motta, e para além de assumido apaixonado pelas artes, é um ferveroso coleccionador de discos, com uma colecção superior a 30.000 exemplares. Não somente, mas também por isso, sabe e fala sobre música como poucos e considera-se um "soldado da arte".

Pessoalmente, sou fã desde o "Manual prático para festas" (1997) e não apenas considero-o detentor de uma das mais belas vozes brasileiras, como igualmente um dos melhores intérpretes e compositores brasileiros de sempre.

Depois de um silêncio de quatro anos, após o álbum "Piquenique" (2009), para delícia dos seus seguidores, Ed Motta regressou há uma semana, estreando a sua editora Dwitza Music, com o seu 10º álbum intitulado AOR, totalmente dedicado ao género com o mesmo nome. Ainda estou na fase de degustação do álbum, mas já em "repeat mode"  das canções "Marta", "SOS Amor", "Ondas sonoras" e "1978". Para quem gosta de MPB fusão, Jazz, Funk e R&B este é sem dúvida um álbum no mínimo obrigatório! Citando Ed Motta, AOR "é um álbum para ser ouvido dentro de um carro conversível, passando por muitos coqueiros no Rio de Janeiro, Los Angeles, Miami e Havai". Permita-me Sr. Motta, mas vou adiccionar à sua lista de cidades, a minha, Luanda.

Boa semana a todos com boa música!



21.10.12

Desejo de Domingo

O que eu queria, mesmo, era terminar este domingo, indo até à sala de cinema mais próxima da cidade e ver a mais recente aventura, do agente secreto mais conhecido da Sétima Arte: Bond, Mr. James Bond.

























Mas, como os génios do marketing da Columbia e MGM decidiram deixar-nos "com água na boca", lá terei de esperar mais uns dias até à estreia.
Até lá, vou consolar-me com o single "Skyfall" e aguardar a entrega do álbum pré-encomendado na loja Digital de música mais conhecida de todas. Por norma, as bandas sonoras desta saga são de altíssima qualidade. E, considerando o facto de este ano terem contratado a mais recente super-estrela da música Pop inglesa, Adele, creio que temos filme e álbum. 

11.10.12

Design ♥'s Music

Já uma vez disse que gosto de ver um bom casamento entre a moda e a música. Afinal são as artes de que mais gosto e deste sempre notei essa associação em muitas colecções. A música inspira os Designers e vice-versa.

Embora estes "casamentos" não sejam exclusivos entre a moda e a música - pois podemos encontrar outros similares entre a música e a pintura ou entre o cinema e a moda - parecem-me ser os mais frequentes sendo a musica, sem dúvida, uma constante fonte de inspiração no Design e consequentemente a grande responsável pelo muito que já vestimos...

www.naymamingasworld.blogspot.com
Terminadas as grandes semanas de moda em Londres, Nova Iorque, Paris, Milão - que se encheram (como ja é habitual) de glamour e figuras públicas mundialmente destacadas para espreitar as tendências lançadas pelos grandes nomes da moda - não posso deixar de citar Jean Paul Gaultier (JPG), o afamado "Enfant Terrible" da moda francesa, que continua a marcar pontos pela sua irreverência e um quase total desapego à massificação das tendências...

www.naymamingasworld.blogspot.com
E assim, JPG, sempre fiel à sua postura de "outsider" no Design de moda, para a sua coleção de SS/2013, inspirou-se totalmente, nos anos 80 e na cultura predominante dessa década, a Pop. Alguns "looks" destacam-se pelo óbvio, pois é fácil identificar o Rei e Rainha da música Pop, esta última a mais facilmente conectada com a marca JPG. Mas há uma que, embora tratando-se das minhas cantoras preferidas e de sempre, surpreendeu-me vê-la reinterpretada por JPG, pois, pessoalmente, sempre considerei a sua imagem "forte" mas não irreverente o suficiente para tal. Sabe qual?

Contudo, eu espero, honestamente, continuar a ver estas artes de mãos dadas e nestes casamentos quase perfeitos, pois o resultado nunca me desilude. 

E você, consegue identificar os nomes das inspirações de todas estas images?

8.10.12

Welcome back!

www.naymamingasworld.blogspot.com

Nos anos 90, antes de surgirem grupos femininos como Spice Girls ou Destiny's Child, existia um outro que dominavam o top das "R&B chart lists". Eram as SWV - Tamara (Taj), Leanne (Lelee) e Cheryl (Coco). Com apenas tres álbuns este grupo conquistou as melhores críticas, nomeações e prémios nos Grammy, Billboard Music Awards e American Music Awards. Para além de exímias intérpretes, são igualmente compositoras e produtoras e a lista de artistas com os quais colaboraram vai desde o maestro Quincy Jones, Missy Elliott e Timbaland.

Infelizmente, após o terceiro álbum "Release some tension" (1997) e por motivos pessoais, afastaram-se das edições em grupo e só em 2005 reunem-se novamente, apenas para aparições em concertos... Tudo levava a crer que dificilmente regressariam ao mundo das edições musicais. Somente Coco (ao centro na imagem), deu continuidade a uma carreira a solo e como não poderia deixar de ser, continuou a conquistar prémios e nomeações nos Grammy Awards, desta como intérprete de Gospel.

Mas, as notícias não poderiam ser melhores. As SWV regressaram finalmente às edições e apresentam-nos o "I missed us" (2012) e eu, como sou uma ferverosa apaixonada pelo género R&B não pensei duas vezes e logo comprei o álbum. Embora saiba que todos os géneros musicais sofrem as suas transformações ao longo dos tempos, confesso que já estava com saudades deste grupo - que se mantém fiel ao "true vibe" do R&B - ao qual atrevo-me a já considerar como um clássico. Por fim, claro, aconselho a todos os amantes de R&B ou Gospel a correr às lojas para adquirir um ou mais álbuns deste grupo. Garanto que são todos excelentes!


Welcome back sisters! ♥

21.5.12

Jazz me some Groove


Se o meu primeiro CD foi "Tutu" de Miles Davis, não poderia ficar indiferente ao talento do trompetista Roy Hargrove.

Para quem conhece bem este género, poucas ou quase desnecessárias são as apresentações. Mas, para quem não conhece, e apenas para aumentar a curiosidade, posso sempre citar nomes com os quais colaborou como: D'Angelo, Erykah Badu, Macy Gray ou Herbie Hancock

Roy Hargrove é sem dúvida um dos mais talentosos trompetistas da actualidade. E prova disso são os dois Grammys que ganhou em apenas dez anos de carreira, em dois distintos géneros musicais. Sendo uma fiel seguidora desde o "Tenors of our time", considero-o como um real merecedor do título de "Herdeiro de Miles Davis" - citado por muitos como o "Pai do Jazz Moderno". Por isso, não se surpreenda ao encontrar na sua discografia a fusão de outros géneros como Gospel, Funk, Rhythm and Blues e Salsa, sendo este último o responsável pelo seu segundo Grammy. E acredite, não desilude! A este artista aplica-se bem o ditado: "Não é para quem quer, é para quem pode"!

O álbum que aqui apresento, "Distractions", é apenas um dos muitos da sua discografia, que certamente se tornará num dos seus favoritos.

Espero que gostem!



7.5.12

20 Years Old #2


Para além de Sade ser uma das minha cantoras preferidas de sempre, este é sem dúvidas um álbum eterno na minha playlist...

 
As minhas faixas preferidas são:

03 | I Couldn't love you more
04 | Like a tatoo
07 | Pearls 
09 | Mermaid



14.2.12

♥ Valentine's Playlist ♥

"When I fall in love" (1957)



"Ponto de luz" (2009)



"Lost without you"(2006)



"One in a million" (1997)



"Take you out" (2001)



"Cheek to cheek" (2002)



"Cool" (2008)



"Amor da minha vida" (2011)



"Body & Soul" (2011)



"How Many Ways"(1993)



"You know that I love you" (2002)



"Te amo" (2011)



ASA
"Be my man" (2010)



"You give me something" (2006)




Qual destas a sua preferida?



16.1.12

Calor & Frio

©C4 Pedro
Um dos nomes mais sonantes do actual panorama musical de Angola é C4 Pedro. Para quem não conhece, este é um nome a decorar. Com apenas dois álbuns no mercado, "Lágrimas" (2010) e "Calor & Frio" (2011), C4 Pedro surpreendeu-me no "Saudades" pela sua distinta interpretação e colocação de voz. Percebi uma voz treinada e de uma excelente capacidade não apenas de prosa, mas igualmente no canto. Nos seus álbuns encontramos uma variedade de estilos desde o Rap, R&B, Kizomba e até um pouco de Kuduro...
Não deixe de descobrir este artista. Tenho a certeza que vai adorar!





19.12.11

A minha ceia musical

Para além de considerar o Natal o mais especial dia da família, e porque pertenço a uma que não vive sem música, faço sempre questão de ter a banda sonora ideal na noite da ceia. Desde discos antigos, às já habituais novas versões dos grandes clássicos de Natal que todos os anos surgem no mercado, há álbuns que são presenças constantes na minha lista.
Para os que gostam de música e de Natal, ficam aqui algumas sugestões para uma ceia ainda mais mágica. Espero que gostem.

© Ella Fitzgerald

© Christina Aguilera
© Diana Krall

Feliz Natal! ♥




9.12.11

#2 FashionPassion

Gosto sempre de ver um bom "casamento" entre a música e a moda.

©Vogue Paris
A fantástica Kate Moss, na última edição da Vogue Paris, 923. A edição homenageia a música e, David Bowie, um dos maiores ícones da música pop inglesa, serviu de inspiração para a capa, fotografada por Mert&Marcus.
♥



5.12.11

Descoberto o "Tesouro Secreto"

Acabadinho de comprar, o "Lioness: Hidden Treasures" da Amy Winehouse está já em "repeat mode" no meu leitor Mp3!
Considerando o facto do álbum ter sido lançado hoje, pouco foi o tempo para o escutar. Mas, já marquei como faixas favoritas: "Half time", "Best friends, right?", "Valerie", "Wake up alone" e "Body & Soul" com a participação especial da VOZ: o grande Tony Bennett. 
Embora reveja neste álbum tanto um pouco do "Frank" como do "Black to black", considero-o uma boa compra  que definitivamente não me desiludiu. Quanto mais não seja por perceber que Amy Winehouse não pretendia, no seu terceiro álbum, seguir outras tendências musicais, para conquistar outros ou mais fãs. Amy foi até ao fim, fiel aos mesmos géneros que sempre explorou: Jazz, Soul e R&B. E por isso, serei eternamente fã da sua música!
Para os fãs destes géneros, este é definitivamente um álbum a adquirir!
Amy Winehouse veio mesmo para ficar!

©Amy Winehouse



14.11.11

20 Years Old #1

© Lenny Kravitz

Há albuns que vêm definitivamente para ficar...
Este é um deles!

Artista: Lenny Kravitz
Album: Mama Said (1991)


Lenny rocks! ♥



7.11.11

1+1 = 2

Gosto de músicas que...

Dizem tudo e que por vezes não conseguimos dizer
Que nos fazem dançar sem vergonhas
Que nos fazem repeti-las até à exaustão!

Esta vai para toda a minha família.
Com um beijo especial ao Cayo... ♥





10.10.11

O lado moderno da musica clássica

©Charlie Siem







3.10.11

Simplesmente Djavan!

©Djavan

Não é Bossa Nova, não é Samba, não é Pop, não é rock... É simplesmente Djavan!



27.9.11

O meu primeiro CD



A minha paixão pela música não é surpresa para quem me conhece...


Por norma, sou a verdadeira “chata” que quando começa a falar de música não se cala e acha que todos deveriam ouvir o que gosto, o que acabei de comprar ou apenas o que que me recordei de voltar a ouvir... Quase sempre há um amigo que me diz: “Já chega Nayma, já sabemos!” :)

Não o faço por mal... A música é realmente uma das vertentes artísticas que mais me move e comove. Sinceramente, não consigo imaginar um único dia da minha vida sem música! Seria uma tortura para mim e tenho a certeza de que acabaria a cantar alguma coisa sozinha.

Eu e os meus irmãos crescemos num ambiente muito musical – com influências por parte do nosso pai e mãe - e muitos foram os géneros aos quais fomos expostos. Assumo que os meus preferidos são Jazz, R&B, Clássica, Gospel, Soul, Bossa Nova, Rap & Hip-Hop e Semba. Não necessariamente nessa ordem...

Sim, oiço um pouco de tudo, quanto mais não seja para me certificar do que realmente move a minha alma e, quase sempre, são os álbuns de Jazz, Soul, Gospel e R&B que "assaltam" a minha carteira e eu não me importo.

Assim, recordo-me do ano de 1989, em Luanda. Estava em casa de uma amiga e, de repente, o pai dela (Sr. Matos) entrou na sala onde estávamos. Ele disse que “precisávamos de ouvir” um determinado disco. Esse disco era o “Tutu” do Miles Davis. Eu já conhecia o trabalho maravilhoso de Miles, mas não conhecia aquele género de Jazz. Mais moderno... Era totalmente diferente do que estava habituada a ouvir, até do próprio Miles. Fiquei completamente extasiada com todas as músicas que ouvi e, antes de me despedir, encarei o álbum com atenção para fixar a imagem da capa.

Infelizmente nessa época, não havia lojas de música em Angola e apenas pude sonhar com o álbum. Passados dois anos, estava já em Lisboa, e durante meses, guardei religiosamente o dinheiro da minha semanada e pude – finalmente - comprar o meu 1º CD: “Tutu” de Miles Davis (1986). Esse álbum é um marco muito importante do jazz moderno, sendo que Miles é considerado o seu grande impulsionador. Elegi-o como o meu primeiro a ser falado neste meu mundo virtual. A maior tristeza musical que guardo em relação a Miles Davis é apenas uma. Estava em Lisboa, quando ele deu um dos seus últimos concertos e quando fui comprar o bilhete estava já esgotado...

Ainda hoje oiço este álbum e, sempre, como se fosse "a primeira vez"! O fascínio daquele dia em Luanda em 1989 mantem-se vivo até hoje! Por isso, posso apenas despedir-me dizendo a Miles Davis: “Thanks for the music”!



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